domingo, 3 de junho de 2012







Há dias que o mundo nem sempre roda em função da nossa força de vontade. Simplesmente pára. Ou então roda numa velocidade tal que nem permite captar momentos que só poderão persistir na memória de cada um. Momentos surreais e tocantes, curtos e inesquecíveis.
Parou. Opta-se por rebobinar e procurar uma chama que dê para restabelecer a energia que possibilite voltar a rodar e a vida seguir, ou então parar como um lago que se congela no pico do Inverno e não há maneira de ver a superfície? Talvez o melhor até possa ser caminhar por cima dessa água gelada e a cada estilhaçar ver divisões de um coração que vive de momentos, que se alimenta de sensações e bate por cada memória feliz. Aí sim, talvez se encontre verdadeiramente a alma. Ela pode não fazer rodar o mundo, mas consegue levar-nos a outro mundo.


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